A importância do Coaching

A importância do Coaching

Você já deve ter ouvido falar em Coaching, certo?

Se ainda não ouviu, encare como uma oportunidade. Se já ouviu (e apenas ouviu), essa é uma oportunidade de esvaziar a xícara e escutar alguns conceitos e informações sobre o assunto.

Falei em ouvir e escutar. Pra você existe alguma diferença entre esses dois verbos?

Entre ouvir e escutar existe uma diferença muito importante. “Ouvir” está relacionado apenas com o ato mecânico de utilizar a audição, não costuma ser absorvido por nós como informação e, consequentemente, transformado em conhecimento. Podemos ouvir algo agora e sequer lembrar do que ouvimos, minutos depois…

Por outro lado, “escutar” está relacionado a prestar atenção, sentir, perceber. Desta forma, quando a pessoa pensa no que escutou, ela reflete e aprende sobre o assunto.

Então, vamos escutar um pouquinho?

Conceitos de Coaching

Segundo o Master Coach Moisés Ribeiro, Diretor Executivo e facilitador da Brascoaching (escola pela qual iniciei meus estudos em dezembro de 2014 e concluí a minha formação em fevereiro de 2015, com as certificações Leader Coach, Life e Professional Coach e Profiler Coach – certificação internacional), “Coaching é uma metodologia de desenvolvimento humano. É um processo que reúne técnicas e ferramentas cientificamente validadas, capazes de potencializar recursos, acelerar resultados e fazer com que uma pessoa, uma equipe ou uma empresa, atinja seus objetivos mais rapidamente.

Coaching está ligado a meio, a processo.

Através do Coaching, o COACH (profissional habilitado a utilizar a metodologia Coaching) vai ajudar o COACHEE (pessoa que está em busca de melhor resultados em alguma área da sua vida) a sair do ponto A (estado atual), para o Ponto B (estado desejado).

Timothy Gallwey, autor do livro The Inner Game, considerado o precurssor do Coaching, chama esse caminho a ser percorrido (do ponto em que nos encontramos para o ponto que desejamos chegar) de mobilidade.

Tim elaborou uma fórmula, com foco na Performance (obtenção de resultados), assim definida:

P = p – i

Sendo P = Performance, p = potencial e i = interferência.

O TIG (The Inner Game) foca no que Gallwey chamou de “O Jogo Interior“, onde existem dois personagens que atrapalham ou ajudam a nossa Perormance: O Self 1 e o Self 2.

O Self 1, seria aquela voz que nos coloca pra baixo, que nos desacredita, que nos faz ter medo de errar e que interfere, de todas as maneiras, para nos impedir de atingir nossos objetivos.

O Self2, por outro lado, é o nosso verdadeiro eu. É o nosso Potencial em estado pleno.

Traduzindo a fórmula P = p – i, podemos dizer que: Para atingirmos os resultados que almejamos, devemos minimizar (se possível, calar) o nosso Self 1 e confiar no nosso Self 2, fazendo, portanto, as melhores escolhas com Consciência.

Todo o estudo do TIG é de uma simplicidade e, ao mesmo tempo, de uma profundidade, que me estimulou a estudar bastante sobre o assunto, me levando, inclusive, a fazer uma especialização de 60 horas presenciais, dividida em 9 dias (cinco em Salvador e quatro em São Paulo), tendo como facilitadores Renato Ricci, fundador da The Inner Game International School no Brasil e autor de mais de dez livros sobre lide­rança, ges­tão de negó­cios e coa­ching, publi­ca­dos no Bra­sil, EUA e Europa e nada menos que o próprio TIMOTHY GALLWEY, autor do Best Seller THE INNER GAME e considerado o “pai” do Coaching.

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Professor Pedro Cordier em São Paulo, partiipando da especialização Internacional em Coaching pela The Inner Game International School, com o próprio Timothy Gallwey, o precussor do Coaching.

Tim Gallwey traz diversos conceitos interessantes, como o Ciclo da Auto-interferência, o foco nas Variáveis Críticas e ferramentas fantásticas, como o STOP e a Transposição. Diante de tantos conhecimentos relevantes, um dos grandes diferenciais que o TIG traz à tona é a a importância de ampliarmos a nossa Consciência, para entender que a obtenção de resultados só erá plena se curtirmos o caminho e aprendermos com cada passo dado durante a jornada.

Um COACH que tenha aptidão, que tenha clareza da missão de ajudar pessoas a realizarem seus sonhos (e seja responsável com a tarefa de aprimoramento contínuo), pode, realmente, fazer a diferença na vida de um COACHEE.

A importância da formação e do aprimoramento

Uma formação, qualquer que seja essa formação, independente da área de atuação, pode, realmente, não qualificar ninguém a nada. Explico:

o)) Se a pessoa não sabe que não sabe, bem como se ela pensa que sabe tudo, isso pode dificultar o aprendizado. O primeiro passo é aprender a aprender. Não se pode encher uma xícara cheia sem antes esvaziá-la;

o)) Se a pessoa não tem “bagagem” prévia para que os dados sejam recebidos como informação e, posteriormente, sejam transformados em conhecimento e utilizados com inteligência, uma formação pode não fazer tanto sentido. Quanto mais repertório a pessoa tem, maior a possibilidade de sucesso na formação;

o)) Se a pessoa se limita a uma formação de 60, 80, 120 horas e não parte para se aprofundar com leituras, especializações e nem com a prática da formação (ainda que tenha bagagem, esse aprofundamento também se faz necessário);

o)) Se a pessoa busca “um bico” ou um meio “fácil” de “tentar fazer outra coisa;

o)) Se a pessoa vai à formação presencialmente mas, não está presente. Apenas está ocupando uma cadeira e não está se permitindo aprender a aprender;

o)) Se a formação não é consistente, ou seja, nem tem um conteúdo relevante e nem é ministrada por facilitadores altamente capacitados para tal;

A questão é que isso não se aplica somente ao Coaching, mas à toda e qualquer formação, incluindo aí, formações acadêmicas.

O Coaching apenas está em evidência, pois, de um lado tem empresas enxergando a formação APENAS como Business, como modo de ganhar dinheiro e, do outro tem muita gente procurando “alternativas” para algum tipo de situação ruim em que se encontra.

Vimos esse movimento há pouco tempo, na época do Boom Imobiliário, com os cursos de formação de corretores de imóveis e estamos vendo também uma enorme quantidade de novos motoristas de UBER, pra ficar apenas em dois exemplos.

Quantos dos corretores, que “foram reproduzidos como coelhos“, atuam no mercado atualmente? Quantos se capacitaram, de verdade à época? Quantos dos motoristas, que hoje dirigem seus carros pretos, são confiáveis ao volante? E quantos estarão nas ruas amanhã?

Minha sugestão é simples:: Se for fazer uma formação, seja ela qual for, pense no seu propósito. Pense nos motivos que estão te levando a tomar essa decisão.

Você vai fazer uma nova formação por medo de enfrentar a atual situação em que se encontra? Para fugir de algo? Para buscar “facilidade“? Ou você encontrou uma identificação? Existe algum propósito que faça seus olhos brilharem nessa escolha?

Após essa clarificação dos seus objetivos, caso a formação esteja de acordo com seus objetivos, procure fazer uma formação consistente com facilitadores altamente qualificados.

E, o mais importante, encare a formação como a “pontinha do iceberg” e mergulhe, com responsabilidade e prazer, nessa nova formação, através de livros, grupos de estudo, especializações, vídeos e muita prática.

A seleção natural do mercado vai se incumbir de separar o joio do trigo, vai deixar claro quem são queles que estão levando a profissão à sério e quem está apenas passando uma chuva ou querendo fazer uma grana extra.

Então o Coaching pode, mesmo, me ajudar?

Se você precisa de ajuda com a sua mobilidade, se quer melhorar o seu desempenho em alguma função, se precisa clarificar seus objetivos ou quer fazer alguma mudança importante na sua vida, acredito que o Coaching possa ser bastante útil pra você, desde que o seu COACH seja alguém preparado para essa missão.

E, o que é mais importante, desde que você tenha compromisso com você mesmo. Quem vai fazer tudo acontecer é você. Todos os resultados dependem da sua motivação e da sua atitude para transformar seus sonhos em realidade.

Um COACH competente ajuda (e muito) na sua preparação, mas, na hora H, quem parte para a bola para realizar a cobrança, quem assina ou não um contrato, quem abre ou finaliza um negócio, quem senta pra fazer um concurso ou apronta as malas para mudar de cidade é o COACHEE.

E então, de um a dez, qual o seu grau de motivação para efetivar grandes e positivas mudanças em sua carreira e na sua vida pessoal?

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos

(Fernando Teixeira)

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